Nascido no Recife, em 1945, cresceu entre os sonhos de jogar futebol e desenhar. Com o passar do tempo, porém, as figuras rabiscadas ganhavam pequenos textos, tipo legenda, explicativos e foram se tornando cada vez mais presentes. Aos 22 anos, já fazia jornal de bairro, publicações mimeografadas do tipo "Diga a verdade e saia correndo", com outros rapazes de sua turma no subúrbio recifense de Água Fria...
Na primeira fase da carreira, tempo dos bichos humanizados, os anti-heróis criados
por Paulo Caldas encaram desafios. Assim, surgiram Era uma vez um quintal, Era uma vez
a Fazenda, Asas pra que te quero, Destino Cidade, República dos bichos.
Na segunda fase, tempos de aventura, escreveu O fascínio da caixa preta, Alma de
artista, A tecla sigma, Esses bichos maravilhosos e suas incríveis aventuras pela
Atual Editora (SP) e As faces do escorpião.
No terceiro momento, quando o amor contrapõe os preconceitos, Paulo Caldas
concebeu Flores para Cecília, A cor da pele, O sol além da minha rua e
Um anjo chamado Alegria, todos com o selo das Edições Bagaço.